Profissão: a escolha no processo de vida



             Devemos nos tornar o que somos. Há variados modos de desenvolver o processo de avaliação profissional, a estratégia clínica é definida pelo orientador frente à demanda e perfil do orientando. Em tese, no eixo do processo de escolha profissional há três questões determinantes: a sabedoria inconsciente, a teleologia da escolha e a questão do destino.

         A escolha profissional é vivenciada por muitos como momento pontual de escolha por sacrificar outras escolhas de acordo com as necessidades que elencar prioritárias. A escolha implica em aceitar o sacrifício e deixar morrer, ao menos naquele momento, as demais possibilidades, ilusões e estados emocionais antigos. É um processo de deixar morrer o não escolhido por um ego iludido de que a escolha está apenas sob seu domínio. Toda morte é dolorosa para o ego, por seu caráter conservador, tornando o momento de escolha profissional um tempo de crise frente a mudança de padrão de vida.
        A escolha adequeada decorre da escuta e percepção da pessoa acerca de seu próprio caminho. O sacrifício da escolha para a escolha, pelo psicoterapeuta analítico, é sob visão simbólica. Decorre do processo de acessar o inconsciente por meio da análise de sonhos, desenhos, esculturas, entrevistas, imaginação ativa, caixa de areia, etc, com objetivo de permitir a expressão dos símbolos do chamado interno (vocação).
      A Orientação Profissional é processo de aprender a fazer escolhas: aprender a se reconhecer, conhecer profissões e o mercado de trabalho,  tomada de decisões  escolhendo critérios para essa e para as futuras escolhas.

Fonte: SPACCAQUERCHE, Maria Elci. Orientação Profissional: passo a passo. São Paulo: Paulus, 2009.

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