O papel do ensino superior e o papel da avaliação da aprendizagem


Introdução

A sociedade contemporânea remete-nos á constantes reflexões acerca da coexistência entre realidade e fantasia. Em âmbito das metodologias do ensino superior nas universidades noto relação direta e proporcional entre tal coexistência e as expectativas de desenvolvimento nos países emergentes.

A educação não se dá apenas no âmbito das instituições, no entanto todo processo de ensino ocorrido dentro das mesmas é legitimado socialmente. Neste contexto é inegavél a inferência da institucinalização do ensino superior como propulsor do desenvolvimento nacional. No espaço universitário, o indivíduo é legitimado como ser pensante, construtor de saberes e reflexões acerca da coletividade no qual se insere e da qual participa e se relaciona.



É fantasia a crença, comum na pedagogia, de que a educação seria transformadora. Se a educação não é transformadora, os papéis do ensino superior e da avaliação da aprendizagem são reproduzir o modelo social vigente, pois, podada de seu caratér transformador, caberá a educação restringir-se a propagar acriticamente o contexto no qual se insere. Creio que por menos que a educação nas instituições superiores ambicionem transformações sociais, há um diálogo constante que as incita a mudanças.

A universidade é um celeiro de idéias e formação de novos modelos para a sociedade, viabilizando o progresso em variados âmbitos. Os alunos, nos mais diversos níveis de ensino, têm a expectativa de aprendizado acerca das teorizações acadêmicas e da esfera prática correlacionada diretamente com a sociedade – onde fica mais clara as relações entre os temas acadêmicos e a vida profissional, social e econômica dos sujeitos. Quando pertencente a este contexto, tensionado teorizações acadêmicas e ambições profissionais, o modelo de avaliação tradicional é instrumento da frustração por distanciar as duas esferas: atender a pontuação requerida nas avaliações tradicionais instrucionais não constribui na construção real de conhecimento para a prática profissional na sociedade e mercado de trabalho. A avaliação, tal como outros momentos do processo de construção de conhecimento institucionalizado, deve ir de encontro as necessidades da sociedade, do corpo docente, da instituição, dos alunos, e do mercado de trabalho.

É fantasia inventar que o trabalhador perde o emprego apenas porque não tem estudo suficiente. Se a manutenção do emprego depende da quantidade de estudo, os papéis do ensino superior e da avaliação da aprendizagem são ir de encontro as necessidades da sociedade, do corpo docente, da instituição, dos alunos, e do mercado de trabalho, pois atrelando pesquisa, ensino, formação consequentemente dsencadearemos o desenvolvimento.

Pensando o sistema educacional universitário como partede um todo social maior, que transcende modelo de avaliação engessados e tende a tensionar as necessidades da sociedade e seus membros: população, poderes instiuticionalizados, alunos, e mestres), devendo relacionar-se com o atual sistema econômico que dinamiza um mercado de trabalho cada vez mais competitivo e selecionador. Consequentemente, neste contexto, os alunos presentes nas instituições superiores de ensino buscam se inserir qualitativamente nestes mercados por meio da formação universitária capaz de atender a demanda do país.

É fantasia pretender que propostas apenas instrucionistas consigam desenhar o perfil de um ser humano capaz de saber pensar. Se as propostas apenas instrucionistas não conseguem levar o homem a saber pensar, os papéis do ensino superior e da avaliação da aprendizagem são problematizar criticamente os conteúdos acadêmicos de modo a priorizar a construção coletiva do conhecimento, pois vivenciamos um momento de fluxo intenso de informações num curto tempo para realmente processá-las. Sendo assim, a meu ver, essencial ter espaços educativos para processamento das informações por meio da reflexão coletiva e traçar de paralelos com teorias já proferidas. É necessário estimular a reflexão e provocar a manifestação dos alunos para torná-los cidadãos críticos fomentadores de uma sociedade propiciadora da evolução.

É fantasia esperar que um professor, que não sabe aprender, faça um aluno aprender. Se um professor não sabe aprender, os papéis do ensino superior e da avaliação da aprendizagem são estimular a todos aqueles envolvidos no processo de ensino aprendizagem a dialogarem como veículo do progresso mútuo, pois é importante que os professores estejam acessíveis a sujetividades de seus alunos, e vice-versa, bem como que haja contínua atualização e reelaboração das metodologias de ensino. Um profissional de educação atuante está em constante diálogo com seus saberes, questionando sua valia e validade perante a demanda de seus alunos e da sociedade contemporânea.



É realidade ver que sem educação de qualidade não podemos desenhar futuro próprio. Se sem educação de qualidade não podemos desenhar futuro próprio, os papéis do ensino superior e da avaliação da aprendizagem são propiciar feedback da realação quantitativa e qualitativa dos alunos com a metodologia e com o conteúdo, pois revendo o processo de ensino nos é permitido aprimorá-lo em função das demandas discentes, do mercadode trabalho, da instituição e da sociedade.

Acredito que como professores, devemos ter rigor nas salas de aula, com finalidade de preparando alunos para as demandas do mercado de trabalho que não admite erros. Junto a este rigor, há de se fomentar um ambiente propício a aprendizagem e obviamente interagir com erros veiculando novos saberes.

É realidade reconhecer que a universalização qualitativa da educação básica é a política mais sensível ao desenvolvimento. Se educação básica é a política mais sensível ao desenvolvimento, os papéis do ensino superior e da avaliação da aprendizagem são acessibilizar aos provenientes da educação básica ingresso na universidade objetivando a formação acadêmica e profissional competitiva no mercado de trabalho mundial, pois a elitização do ensino superior é ferramenta de exclusão social e econômica de parcela da sociedade a qual é negada educação básica de qualidade pelo sucateamento da instituições educacionais públicas na esfera municipal e estadual. E esta formação não deve ser apenas ser apena conteudista, mas atrelar teorias e demandas práticas atuais.

É realidade que quem sabe pensar pode ter projeto próprio. Se quem sabe pensar pode ter projeto próprio, os papéis do ensino superior e da avaliação da aprendizagem são instigar a formação cidadã priorizando sua criticidade e senso de responsabilidade social e individual, pois o engessamento da avaliação e a tendência a instrumentalizá-la em favor da manifestação de conhecimentos cognitivos é algo que a meu ver põe a perder toda a criticidade necessária para instigar a formação e interação de cidadãos no âmbito da escola e de toda a sociedade. Há de se estimular nos alunos as mais diversas habilidades e potencialidades, viabilizar desenvolver suas características melhores e propiciar-lhe gerenciar momentos que requiram habilidades que lhes são menos dominantes.

A universidade deve ser vivenciada como local de problematização de saberes, inovação de conhecimentos em favor dos indíviduos e da prórpia sociedade.

É realidade acreditar que o ensino superior alavanca o desenvolvimento de países emergentes.

É de suma importância o investimento e a acessibilidade á formação educacional universitária de qualidade como inferência direta no quantitativo do desenvolvimento político, social, cultural e econômico de curto e de longo prazo tanto em esfera local quanto em âmbito mundial. O estímulo a inserção da população no ensino superior alavanca o desenvolvimento de países emergentes, a medida em que uma sociedade mais instruída epnsa por si própria, requer seus direitos e responsabiliza-se por seus deveres.

A educação, em todos seus níveis, junto a esferas da família e de políticas públicas efetivas, têm potencial de alavancar o desenvolvimento real dos países emergentes.

Conclusão

O desafio da universidade e da avaliação do aprendizado é formar indivíduos aptos a se inserirem na sociedade contemporânea, cujos mercados economicos essencialmente capitalista preconizam a competitiva e especialização de mão de obra com formação acadêmica e prática cada vez elevadas qualitativamente.

A prioridade é problematização e criticidade diante do conteúdo das aulas, é o domínio técnico de elaborar textos disssertativos, é a arguição crítica, enfim ter claro quais são os objetivos viabiliza flexibilizarmos os caminhos para que isto ocorra e se desdobre em interações efetivas na sociedade e no merdado de trabalho. É importante que a educação viabilizar diversos veículos para que os alunos manifestem sua aprendizagem. O caminho é uma construção individual com objetivos, em detrimento a momentos estanques priorizando aptidões intelectuais, claramente determinados ao grupo de alunos atento a demandas pessoais e coletivas nas eferas acadêmicas e profissionais.

O espaço universitário deve legitimar o indivíduo como ser pensante, construtor de saberes e reflexões acerca da coletividade no qual se insere e da qual participa e se relaciona.

Referências bibliográficas

 DEMO, Pedro. Para concluir: realidade e fantasia. In:_____. Educação e desenvolvimento: mito e realidade de uma relação impossível e fantasiosa. Campinas: Papirus, 1999.

COSTA, Fernando Nogueira da. Busca de excelência no ensino. Disponível em: <http://www.eco.unicamp.br/artigos/artigo41.htm>. Acesso em: 06 mar. 2006.

SILVA, Ezequiel Theodoro da. Mal-formado ou mal-informado. In:_____. Os (des)caminhos da escola: traumatismos educacionais. 4ª ed. Cortez: São Paulo, 1992. p.23-27.

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