Educação a Distância: possibilidades e limites


A modalidade de Ensino a Distância, em seus primórdios, utilizou diversos recursos de comunicação: rádio, televisão, correio. Atualmente, a internet é seu principal veículo. Refletindo sobre o histórico da EAD no Brasil percebo que houveram diversas fases interligadas e progressivamente originárias do modelo vigente, sendo atual modalidade de ensino que conquista cada vez mais legimidade na sociedade por viabilizar que a educação esteja acessível a indivíduos que não têm condições ou não querem cursar presencialmente seus estudos devido a dificuldades de diversas ordens. Na EAD, por meio de textos, sons, gráficos, imagens fixas e cinéticas, disponibiliza-se o controle do conhecimento ao próprio aluno, que passa a definir suas estratégias no processo de construção do conhecimento.

Contudo, tal como demais modalidades de educação, a EAD apresenta prós e contras. O entendimento das possibilidades e limites da EAD no Brasil, tanto em âmbito teórico como na prática educacional,  deve ser abordada como forma de ensino inserida no processo mundial pós-moderno de inovação tecnológica comprometida contextualmente com tradições pedagógicas não maniqueístas.

Na última década, com o desenvolvimento e crescimento da internet, cada vez mais instituições vêm dedicando-se à construção de cursos pela web. Para desencadear na sociedade transformações que assegurem ao país chegar às condições adequadas de desenvolvimento por meio da elevação da formação média do brasileiro, o governo tem fomentado projetos de EAD nas universidades e centros de formação pessoal em nível superior. Esses cursos facilitam o trabalho cooperativo, constituição de turmas, cadastramento de alunos, administração das inscrições, agendamento de atividades, a disponibilização de materiais didáticos e variadas formas de avaliação.

A interatividade dos ambientes multimídias viabiliza o acesso, o tratamento e a difusão de todos os tipos de informação suscetíveis de serem digitadas. Porém, a aprendizagem on-line por si só não garante a melhoria nem a acessibilidade ao ensino quando tende a reproduzir o modelo tradicional de educação. Se não for bem planejada e consistentemente conduzida, a EAD pode tornar-se uma aprendizagem solitária, mecânica e superficial. Para tornar a aprendizagem mais motivadora e eficaz há que maximizar qualitativamente o aproveitamento dos novos recursos tecnológicos. Além de conhecê-los e saber utilizar, há de geri-los como facilitadores do processo de ensino que não priorize somente a promoção índices educacionais. Na educação a distância, opções teóricas que minimizam a autonomia dos alunos e aumentam a dependência da intervenção do tutor são inadequadas. Deve-se considerar os alunos como sujeitos na próprio processo de aprendizagem, atentando para demandas das subjetividades dos mesmos. O uso da tecnologia não deve mascarar as dificuldades inerentes a todos os componentes e sujeitos do processo de ensino. 

Ao refletir acerca das experiências positivas e negativas na EAD, cabe ressaltar que estas são consequentes as relações entre tecnologia e sociedade; a tecnologia pós-moderna é socialmente construída e resulta de um processo de negociação envolvendo variáveis técnicas, sociais, políticas, econômicas, manifestas simultânea e integradamente. A analise, da técnica e de todos os sujeitos a ela relacionados, nos permite avaliar e validar os rumos da EAD no Brasil.

#2011#

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Fundamentos da Psicologia Analítica: Primeira Conferência

Dificuldades encontradas pelo professor em sua prática docente